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quinta-feira, 14 de maio de 2015

DISSERTAÇÃO

PODER DE PERSUASÃO OU PODER POLITICO 

(corrigido pela professora Maria Alice de Souza)

Não é de hoje que se usa a arte de convencer pela palavra. É notório que umas pessoas se destacam mais do que outras ness[MA1] a arte bem antiga. Assim, pelos [MA2] tempos podemos ver que foram muitos homens e mulheres que se destacaram em diferentes áreas de atuação, se utilizando da arte e do poder da persuasão.
Desde sempre os políticos utilizam dessa arte, já que precisam convencer os eleitores de que eles precisam daquilo que lhe é apresentado. Cada político tem sua maneira particular de persuadir. Percebemos isso em época de eleição, quando se utilizam palanques para fazer seus discursos, utilizam propaganda eleitoras para mais uma vez fazer seus discursos. Muitos utilizam “musiquinhas” ou dancinhas irritantes para tentar persuadir os eleitores, e ainda há aqueles que utilizam da campanha corpo a corpo, quando vão em bairros carentes se fazerem de bonzinhos para provar que são eles os melhores candidatos, que é deles que o povo precisa.
A política é simples, precisamos de políticos honestos com a finalidade de melhorar a qualidade de vida de população. Precisamos de quem trabalhe representando o povo que os elegeram. Mas o que temos são apenas vários políticos que não fazem nem metade das funções que se exige de cada cargo que lhe são concedidos. Mesmo assim os políticos têm de certa forma a finalidade principal de persuadir o eleitor. Mesmo que não seja real, eles tem que fazer com que o povo acredite em seu discurso, mostrar que seu ponto de vista está coerente, que é o correto a ser feito.
Ao longo do tempo o homem vem demarcando territórios, formulando igualdade e desigualdade, libertando e escravizando, apenas utilizando como arma a arte de persuadir. E claro que aqueles que se utilizam dessa arma tão bem se encontram hoje no tão sonhado poder.


 [MA1]Deve-se utilizar “este” e suas flexões para adiantar o que se vai dizer.  Exemplo: Nosso povo sofre com muitos problemas, dentre os quais ESTES: miséria, fome e ignorância.
“Esse” e suas flexões são utilizados para o que já foi dito. Exemplo: Não faço questão de sorvete. Eu poderia viver sem ESSE tipo de iguaria.

 [MA2]A locução “através de” é cognata do verbo “atravessar” e, por isso, apenas deve ser usada no sentido de “passar de um lado a outro”. Exemplo: Maria viu Marcos através da vidraça.
É impróprio o emprego de “através de” com o sentido de “meio”. Nesse caso, pode-se empregar “mediante”, “por intermédio de”, “por meio de” ou “por”. Exemplo: Rosa obteve o cargo de professora por meio de concurso público.

COERÊNCIA E COESÃO

Atividade (correção da professora Maria Alice de Souza)

1) Na Unidade 2 (ZAMPRONEO, 2012), foram tratados texto, coerência e coesão.
A inteligibilidade do texto depende da coerência e da coesão. O texto coerente não apresenta contradição nas ideias expostas. Além disso, deve haver interação entre emissor e receptor, pois, na elaboração/interpretação do texto, é necessário o compartilhamento de conhecimento entre produtor e receptor, o que implica, também, conhecimento de língua e de mundo, inferências, intertextualidade, fatores pragmáticos, interacionais e contextuais.
Por sua vez, a coesão é "a forma como os elementos lingüísticos presentes na superfície textual se interligam, se interconectam, por meio de recursos também lingüísticos, de modo a formar um tecido (‘tessitura’), uma unidade de nível superior à da frase, que dela difere qualitativamente" (KOCH, 2004, p. 35).
Da coesão depende a ligação dos sentidos isolados, para evidenciar a estruturação da sequência superficial do texto, sem perder de vista o todo e a intenção com que se produz esse todo, para constituir finalmente um texto. Baseando-se no exposto e no que você estudou, leia o texto seguinte e responda às perguntas.
A Venda da Felicidade
A era industrial aumentou consideravelmente a produção de bens de consumo. Agora, na era da informática, esse consumo foi até facilitado, através da internet. No quotidiano, o consumismo é estimulado e vendido como felicidade. Seria verdadeira essa relação?
Com as altas taxas de desemprego e a coisificação do homem, a população fica emocionalmente fragilizada. Essa fragilidade é fruto da exclusão social e da concepção de homem como ser descartável. Em uma sociedade com uma cultura descartável, representada pela cultura de massa, o homem também o é. Além de sofrer com estressantes jornadas de trabalho, transporte longo e demorado, o homem também sofre em seu tempo livre. Ele anseia por tempo livre, mas não sabe o que fazer com ele – até o seu tempo livre é alienado.
Esse é o momento oportuno para as campanhas de marketing. Impossibilitado (financeiramente) de se desenvolver pessoalmente através de estudo ou com o uso qualificado de seu tempo livre, o homem passa horas na frente da TV. Assim, o carro representa a liberdade, a cerveja representa a alegria, o remédio representa a paz. As campanhas padronizam os sentimentos e os oferecem personificados em produtos. E ainda estimulam a troca desses mesmos produtos, pouco tempo depois, por outros melhores e mais modernos.
O grande erro das pessoas que se entregam ao consumismo desenfreado sem refletir é que, apesar de inúmeras tentativas, o mal-estar causado pela exclusão social, pela alienação do tempo, não pode ser aliviado pelos produtos consumidos. A felicidade e a realização pessoal não vêm embaladas e prontas para o consumo; são frutos de equilíbrio emocional, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Características que são alcançadas, gradualmente, no decorrer da vida (adaptado de SOUSA, 2012).
a) O texto é coerente? Por quê?
R: Sim, pois não apresenta contradição de ideias.
b) O texto tem coesão? Por quê? Utilize elementos do texto – substantivos, pronomes, conjunções etc. – para fundamentar sua resposta.
R: O texto tem coesão, já que utiliza elementos de transição e retomada (como: agora, esse consumo, essa fragilidade, esse é o momento, assim, mas, entre outros), termos que retomam passagens anteriores e possibilitam acrescentar outros aspectos.
Observação:
A era industrial aumentou consideravelmente a produção de bens de consumo. Agora, na era da informática, esse consumo (coesão referencial - retoma o termo “consumo”) foi até facilitado, pela internet. No quotidiano, o consumismo é estimulado e vendido como felicidade. Seria verdadeira essa relação? (refere-se à relação consumismo e felicidade).
Com as altas taxas de desemprego e a coisificação do homem, a população fica emocionalmente fragilizada. Essa (coesão referencial - retoma “fragilizada”) fragilidade é fruto da exclusão social e da concepção de homem como ser descartável. Em uma sociedade com uma cultura descartável, representada pela cultura de massa, o homem também o (coesão referencial - retoma “descartável”) é. Além de (coesão sequencial – articulador discursivo) sofrer com estressantes jornadas de trabalho, transporte longo e demorado, o homem também sofre em seu tempo livre. Ele (coesão referencial - retoma “homem”) anseia por tempo livre, mas (coesão sequencial – conjunção adversativa) não sabe o que fazer com ele (coesão referencial - retoma o termo “tempo”)– até o seu (coesão referencial - refere-se a “tempo do homem”) tempo livre é alienado.
Esse (coesão referencial - retoma “tempo livre alienado”) é o momento oportuno para as campanhas de marketing. Impossibilitado (financeiramente) de se desenvolver pessoalmente pelo estudo ou (coesão sequencial – conjunção alternativa) com o uso qualificado de seu tempo livre, o homem passa horas na frente da TV. Assim (coesão sequencial – articulador discursivo), o carro representa a liberdade, a cerveja representa a alegria, o remédio representa a paz. As campanhas padronizam os sentimentos e (coesão sequencial – conjunção aditiva) os oferecem personificados em produtos. E ainda (coesão sequencial – articulador discursivo) estimulam a troca desses mesmos produtos, pouco tempo depois, por outros melhores e mais modernos.
O grande erro das pessoas que (coesão referencial - refere-se a “pessoas”) se entregam ao consumismo desenfreado sem refletir é que, apesar de inúmeras tentativas, o mal-estar causado pela exclusão social, pela alienação do tempo, não pode ser aliviado pelos produtos consumidos. A felicidade e a realização pessoal não vêm embaladas e prontas para o consumo; são frutos de equilíbrio emocional, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Características que são alcançadas, gradualmente, no decorrer da vida (adaptado de SOUSA, 2012)

2) Na Unidade 3 (ZAMPRONEO, 2012), foram revistas algumas normas gramaticais imprescindíveis à elaboração escorreita de textos.
Conforme o que você aprendeu, resolva os exercícios seguintes.
I– (FUVEST) Complete as frases a seguir com as formas corretas dos verbos indicados entre parênteses.
a) Quando eu reouver os livros, nunca mais os emprestarei. (reaver) ü
b) Os alienados sempre se mantêm-se neutros. (manter-se)
Os alienados sempre se mantêm / se mantiveram neutros. (manter-se) [o advérbio atrai o pronome átono]
c) As provas que contivessem mais erros seriam comentadas. (conter) ü
d) Quando ele compuser uma canção de paz, poderá descansar. (compor) ü
II – "O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir a prática ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nas estradas, o objetivo dessas barreiras é impedir as tentativas de exportar os animais silvestres." Para tornar o segmento anterior inteiramente correto, é preciso substituir os trechos grifados pelos pronomes correspondentes.
Assinale a alternativa que faz as substituições corretamente.
a) coibir-a – cujo o objetivo – exportá-los.
b) coibir ela – onde o objetivo – exportar-lhes.
c) coibir-na – onde o objetivo – exportá-los.
d) coibi-la – cujo objetivo – exportá-los.
e) coibi-la – que o objetivo – exportar-lhes.
Resposta Correta D ü
III– (IBGE) Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de crase. Justifique sua escolha.
a) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada.
b) Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente.
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
d) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja.
e) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade.
R: A opção incorreta é a letra B, antes de pronomes indefinidos, com exceção de outras, não se aplica a crase. ü
Conforme a pagina 114 da unidade 3.
IV– (AMAN) "Para meu desapontamento, nasceu um ser raquítico e feio, pesando um quilo."
As vírgulas, na frase anterior transcrita, foram utilizadas, respectivamente, para:
a) Isolar o aposto e separar uma oração subordinada da principal.
b) Marcar o início de uma oração intercalada e separar orações coordenadas assindéticas.
c) Marcar o deslocamento do adjunto adverbial e separar uma oração adjetiva explicativa da principal.
d) Isolar o objeto pleonástico e indicar a elipse da conjunção.
e) Separar uma oração subordinada anteposta à principal e separar uma oração subordinada posposta à principal.
Resposta Correta C ü
V– No período seguinte, coloque o pronome que está entre parênteses em próclise, mesóclise ou ênclise ao verbo destacado. Justifique a colocação pronominal, explicitando as regras.
"As pessoas que, por diversos motivos, sentiram prejudicadas devem ter seus direitos assegurados." (se)
Resposta: próclise.
"As pessoas que, por diversos motivos, se sentiram prejudicadas devem ter seus direitos assegurados."
Justificativa da regra:
B. Pronomes relativos ("que", "quem", "o (s, a, as) qual (is)", "cujo (s, a, as)", "onde", "como", "quanto"), conjunções integrantes ("que", "se"), conjunções subordinativas adverbiais ("quando", "por¬que", "se", "embora", "a fim de que", "à medida que", "como" etc.
Outro caso com conjunção integrante:
• Observe que, com o pronome relativo “que”, empregamos a próclise ao verbo auxiliar da locução verbal:
Carolina disse-me que, apesar do frio, se levantou cedo e lavou toda a roupa.
Observação:
No caso de um pronome pessoal que surja após uma oração intercalada a uma oração subordinada, pode-se usar ênclise (pensando na pausa causada pela intercalação) ou próclise (considerando a oração original e levando em conta que o pronome relativo que atrai o pronome átono).
Veja:
"As pessoas que, por diversos motivos, sentiram-se prejudicadas devem ter seus direitos assegurados." (ênclise) OU 

"As pessoas que, por diversos motivos, se sentiram prejudicadas devem ter seus direitos assegurados." (próclise).



COMUNICAÇÃO VERBAL HUMANA E AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Atividade
   Na Unidade 1 (ZAMPRONEO; ALEIXO, 2014), entre os assuntos tratados, você estudou os princípios que regem a comunicação verbal humana e as funções da linguagem. Esses conhecimentos lhe são necessários para a atividade seguinte. Leia o texto e faça o que se pede.

Bom conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade (BUARQUE, 2011).

a) Identifique, no texto, os seguintes elementos da comunicação:
• No texto o EU é emissor, pois ele é quem produz e envia a mensagem.
• No texto o AMIGO é o receptor, pois é a ele que a mensagem é destinada.
• O código utilizado no texto é a modalidade da LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA.
b) Responda: qual a função da linguagem predominante no texto?
Com base nas leituras realizadas no CRC – Caderno de Referência de Conteúdo, Unidade 1, Comunicação Humana: elementos da comunicação, funções da linguagem, fala e escrita, conclui-se que no texto a função predominante é a Função Poética por se tratar de versos de uma canção, além da predominância da função conativa ou apelativa quando, na linguagem, há, por parte do emissor, o desejo de atuar sobre o receptor, levando-o a uma mudança de comportamento.





Referencia
ZAMPRONEO, S.; ALEIXO, F. Língua Portguesa. Batatais: Claretiano, 2014. Unidade 1